A história do acidente começou quando o Torino viajou para Lisboa para o jogo de despedida do jogador José Ferreira, do Benfica. O jogo foi marcado por Mazzola e depois da partida todos foram para um restaurante agradecer a Ferreira, que queria o Torino como convidado para sua última partida como jogador.

 

Sauro Tomà, que entrara para o time italiano pouco tempo antes não pôde viajar para o jogo em Lisboa devido a uma contusão no joelho - que também prejudicaria futuramente a sua carreira. Ele ficou abatido por não poder ir, mas ironicamente salvou sua vida por causa disso.

 

Também Mazzola não estava em sua melhor forma devido a uma gripe, mas queria ir de qualquer maneira por ele havia combinado aquele amistoso. Infelizmente insistiu em participar e, sem saber, seguia para seu destino trágico. A partida terminou 4-3 para o time português.

 

O avião colidiu exatamente de encontro à Basílica de Superga, mas o destino real da aeronave era Milão, e ninguém sabe porque o piloto se dirigiu primeiramente para Turim. O terrível trabalho de remoção dos corpos foi feito por Vittorio Pozzo. Faleceram no acidente 31 pessoas:

 

Jogadores: Valentino Mazzola, Valerio Bacigalupo, Aldo Ballarin, Dino Ballarin, Milo Bongiorni, Eusebio Castigliano, Rubens Fadini, Guglielmo Gabetto, Ruggero Grava, Giuseppe Grezar, Ezio Loik, Virgilio Maroso, Danilo Martelli, Romeo Menti, Piero Operto, Franco Ossola, Mario Rigamonti e Giulio Schubert.

Dirigentes: Arnaldo Agnisetta e Ippolito Civalleri.

Comissão técnica: Egri Erbstein, Leslie Lievesley e Ottavio Cortina

Jornalistas: Luigi Cavallero(La Stampa), Renato Casalbore (Tuttosport),  e Renato Tosatti (Gazzetta del Popolo)

Organizador: Andrea Bonaiuti.

Tripulação: Pierluigi Meroni, Antonio Pangrazi, Cesare Biancardi e Celestino D'Inca.

 

Os caixões ficaram no Palácio Madama. A cidade de Turim parou completamente no dia do funeral; mais de 500 mil pessoas estavam presentes, não só da Itália, mas também de outros países.

 

O presidente da Federação Italiana de Futebol, Ottorino Barassi, falou como se desse a escalação do time ao entrar em campo, dizendo os nomes de todos os jogadores. Era sexta-feira, 6 de maio de 1949, chovia bastante, e  chuva se confundia com as lágrimas daqueles que amavam o grande time.

 

Ferruccio Novo deixou a presidência do time em 1956 depois de algumas más negociações de jogadores, estado de saúde ruim e outros problemas familiares. Ele não teve todo o reconhecimento por aquilo que fez pelo futebol italiano.

 

Também faço minhas as palavras de Marina Beccuti, que escreveu a maior parte deste texto: "Eu tenho um sonho: ver novamente os feitos de um outro Grande Torino. Para isso, precisamos de muita paixão, mas principalmente precisamos nunca desistir e estar juntos nos bons e maus momentos. Grazie Magico Toro!"

 

GRAZIE MAGICO TORO!